Archive for the 'Tutoriais' Category

WikiPage: Lucent Winmodem no Ubuntu

Tuesday, November 7th, 2006

Sei que muitos ainda sofrem com conexão discada. E sabendo disto, nós do Time De Documentação, não as deixamos na mão (acho que até rimou :)

Instalando um modem com chipset Lucent e/ou Agere no Ubuntu:

  • Ubuntu 6.10 Edgy Eft
  • Ubuntu 6.06 LTS Dapper Drake
  • Ubuntu 5.10 Breezy Badger

Qualquer dúvida, favor faça uma busca no fórum.

Se encontrar algum erro no tutorial, fique a vontade para corrigir, afinal, ele é de todos lol

Gostaria de agradecer ao Fernando Lima, quem deu a indicação de instalação no Edgy.

Espero que seja útil.

GuiaWikiUbuntuBrasil/PrimeiraParte

Saturday, September 9th, 2006

Você provavelmente já deve ter ouvido falar [ou lido, mais provavelmente] a palavra WIKI. Mas você sabe o que é? Sabe como funciona? Ou para que serve?

Este post é o primeiro de uma série que visará ensinar como registrar-se, criar páginas, editar, wikificar, formatação e layout, dentre outras dicas sobre o Wiki e como contribuir com o Time de Documentação do Ubuntu Brasil.

Bom, vamos do princípio: Wiki é uma palavra havaiana que significa [dentre outras coisas] super-rápido. A sua pronúncia é a mesma em qualquer idioma: Uíkie ou Wíquie.

Wiki é um sofware web-based que permite a edição colaborativa de textos, onde todos podem contribuir e agregar informação e conteúdo as suas páginas internas.
Existem diversos softwares Wiki, dentre eles podemos citar MediaWiki, MoinMoin, UseModWiki e TWiki. O MediaWiki é particularmente conhecido devido à Wikipédia. Destes, o meu predileto é o MoinMoin :D pois ele é usado no Wiki e na Documentação de suporte oficial do Ubuntu, sem falar que ele também é usado pelo nosso Wiki Ubuntu Brasil.

Wiki na prática:

O nosso Wiki é um repositório de rica documentação em português que, ultimamente, tem sido reestruturado para comportar e padronizar toda a vasta documentação que demanda cada novo usuário do Ubuntu. Como disse em um post anterior, documentação é uma das coisas mais importantes para um sistema ser bem sucedido.

  • Registrando-se no wiki:
    1. Acesse o wiki;
    2. No canto superior direito, próximo a caixa de busca, há um link login. Ao clicar aparecerá uma página solicitando alguns dados dados.
    3. Preencha os campos com seus dados e clique em Criar novo perfil.
    4. Feito isso aparecerá uma pagina mostrando suas opções pessoais. Coloque seu nome usando captalização de letras, no formato: NomeSobrenome (por exemplo, se seu nome é Joaquim Oliveira coloque como login JoaquimOliveira.
  • Criando sua WikiPage
    1. Salve as alterações e então no lado superior direito da página aparecerá seu WikiName (o nome que utilizou para registrar-se no wiki), basta clicar nele e uma página para edição abrirá.
    2. Esta é sua WikiPage. Insira nela seu nome, email, link para sua página no launchpad e uma pequena descrição de quem é o que faz… etc.

Fácil né?! Que tal começar registrando-se e criando sua WikiPage?!

O que? Não pode esperar até o próximo post? Então seguem alguns links interessantes:

http://wiki.ubuntubrasil.org/Documentacao
http://wiki.ubuntubrasil.org/TimeDeDocumentacao
http://wiki.ubuntubrasil.org/TimeDeDocumentacao/GuiaWiki

Documentação, esta é a chave!

Thursday, August 31st, 2006

Muito se fala nos dias de hoje (na verdade, ontem, hoje e sempre, eu diria) sobre a adoção do Linux em Desktop, como o Og sabiamente colocou: de que adianta fazermos um sistema zeroconf, livre de bugs, com toda a integração e compatibilidade que um usuário comum precisa, se este sistema é usado apenas por 5% dos usuários comuns?!

Lembro muito bem (há muito tem atrás… ai, ai), que quando meu anceio por liberdade começou e eu já me sentia engessado no Windows, o que me incitava era a busca por informação no mundo Linux. Antes de migrar, ou mesmo de instalar o Linux, eu pesquisava pela internet afora o que diziam sobre ele, sobre os softwares, e, principalmente, como instalar todo o meu harware, fazer a formatação, e todas as dificuldades que os usuários enfrentam antes de migrar.

O que eu achava muito legal e interessante era a quantidade de documentação que havia. Embora nem sempre a documentação era universal ou aplicável em qualquer ocasião, nem tampouco era concentrada em um único lugar, mas a possibilidade estava lá, bastava alguma força de vontade e um pouco de pesquisa para que conseguisse fazer qualquer coisa que necessitasse.

Hoje percebo, mais do que nunca, que documentação é uma das chaves. Não pelo que ela é em sí, mas pelo que ela traz; a informação agregada nela gerando conhecimento; o conhecimento pré-concebido em simbiose com a informação, construindo um elo entre o conhecer e o saber. Filosófico? Nem tanto.

Jà enfrentei problemas, nos primóridios da minha aventura no Linux, seja em compilar o driver proprietário da nVidia ou em compilar o driver para meu antigo softmodem, em problemas cotidianos de um usuário no desktop. Nunca reclamei, pois quando precisava… lá estava ela, a documentação para me ajudar. Mas eu, diferente de muitos usuários, não me importo em procurar, mas não os culpo por isto, pois acredito que a documentação deve andar lado-a-lado com o sistema, em qualquer lugar, para toda e qualquer operação. E esta documentação deve ser de conhecimento do usuário, ele deve saber que se precisar, pode contar com ela.

Um exemplo disto é a documentação do Ubuntu. Quantos de vocês que estão lendo sabem que se você for em “Sistema -> Ajuda” você tem uma das mais completas documentações de sistema operacional existente? Documentos estes que resolveriam 70% dos problemas de informação dos usuários comuns. É algo intuitívo. Mas é aplicável? Infelizmente, por algum motivo, ainda não.

E se houvesse um lugar, um único lugar, onde eu pudesse saber o que preciso saber, conhecer o quero conhecer? Sem depender da boa vontade de um outro usuário me dar a resposta, assim como ele já fez a centenas de pessoas que lhe perguntaram a mesma coisa.

E se houvesse um lugar, onde eu não precisasse saber como, mas sim o que quero fazer, bastando para isto entrar com minha questão e ela seja automagicamente respondida? Utopia? Nem tanto.

Este repositório de documentação em bom português do Brasil está sendo construído. Mas precisamos da sua ajuda para que ele cresça e englobe muito mais do que algumas dezenas de documentos.

Faça do mundo um lugar melhor:

Plante uma árvore, adote uma página, crie um documento.

O Ubuntu e toda a comunidade do Software Livre agradece.

Participe! Saiba como aqui.

Removendo completamente um ambiente desktop específico

Friday, August 11th, 2006

Desde que comecei a usar Linux, eu usei como desktop primário o KDE. Não por que não gostava do GNOME, nem tampouco por que amava o KDE, simplesmente o usava por que… usava.

Quando conheci o Ubuntu, com ele também me apaixonei pelo GNOME, e desde então o GNOME é minha interface gráfica pradrão/predileta. Mas tudo é uma questão de gosto mesmo, pois eu, ainda preferindo o GNOME, ainda gosto do KDE, tanto, que a cada nova versão, eu tenho uma certa… humm… curiosidade de testá-lo, para ver como anda o progresso: ver se já reduziram o número de botões, se já tiraram alguns menus duplicados, se já migraram a biblioteca para GTK (brincadeirinha :P).

Mas o fato é que volte e meia eu não resisto e dou um apt-get install kubuntu-desktop só pra testar, e olha que no primeiro uso, até gosto bastante, muito mesmo… mas depois de alguns poucos dias eu não me aguento e volto correndo para o GNOME, e é hora de remover toda a “tralha” (no bom sentido) que o KDE deixa pelo caminho ;)

Bom há algum tempo atráz eu ia “catando” os pacotes para remoção, e ainda assim o sistema ficava meio híbrido, o que eu não gosto.

Descobrí então que o fantástico e automágico aptitude poderia fazer o trabalho sujo para mim. Ou seja, se eu instalar um metapacote como o kubuntu-desktop, xubuntu-desktop ou ubuntu-desktop usando o aptitude, bastaria um:

aptitude remove kubuntu-desktop

Claro, substituindo o kubuntu-desktop pela interface que você deseja remover :P

Mas se você, assim como eu, instalou pelo apt-get ou então pelo Synaptic, então amigo, a única solução é remover tudo na mão mesmo, pois se der um apt-get remove kubuntu-desktop, ele removerá somente o meta-pacote, e não todos os pacotes e dependências que vieram com ele :(

Mas para [quase] tudo na vida existe uma solução simples!

Veja nesta página do Wiki como remover completamente um determinado ambiente gráfico.

Voltando ao GNOME (Ubuntu) puro

Para remover completamente o KDE e/ou o XFCE do seu computador e voltar somente ao Ubuntu puro, com GNOME, proceda da seguinte forma:

/VoltandoAoUbuntu

Voltando ao KDE (Kubuntu) puro

Para remover completamente o GNOME e/ou o XFCE do seu computador e voltar somente ao Kubuntu puro, com KDE, proceda da seguinte forma:

/VoltandoAoKubuntu

Voltando ao XFCE (Xubuntu) puro

Para remover completamente o GNOME e/ou o KDE do seu computador e voltar somente ao Xubuntu puro, com o XFCE, proceda da seguinte forma:

/VoltandoAoXubuntu

Criando seu próprio DVD repositório

Thursday, June 8th, 2006

Recentemente postei este link para o download de um arquivo .torrent, com a imagem de um DVD-repositório main e restricted do Dapper, muitas pessoas gostaram da idéia e já estão baixando a sua cópia do repositório em DVD.

Quando fiz isso, pensei: “Vou colocar um tutorial de como fazer isso… mas pensando bem, por que fazer todo o trabalho, quando se pode pegar tudo pronto?” e então acabei disponibilizando a imagem.

Lhe dou 2 opções:

  1. Se você não está interessado em saber como fazer isso, vá até o download da imagem;
  2. Se você realmente quer fazer isso, e também saber o que está fazendo, continue lendo:

Crie seus próprios DVD’s repositórios do Ubuntu (com Kubuntu, Xubuntu e Edubuntu) :

  • Ferramentas necessárias:

$ sudo su

$ apt-get install debmirror debpartial ruby

$ wget http://www.cypherbios.org/scripts/debcopy

  • Baixe os pacotes para seu HD:

Esta é a etapa mais demorada do processo, pode levar muuito tempo para fazê-la, eu, como não disponho de uma conexão muito rápida (160 kbps) levei uma semana, mas vale a pena ;D

$ debmirror --nosource -m --passive --host=br.archive.ubuntu.com \
--root=ubuntu/ --method=ftp --progress --dist=dapper \
--ignore-release-gpg --section=main,restricted,multiverse,universe \
--arch=i386 /home/ubtdvd/repositorio

Você só precisa, se quiser, alterar o destino (ultimo campo). Mas explicando:

-nosource: não baixa os pacotes fontes (deb-src)
-host: o espelho que será usado
-root: a pasta onde contém os repositórios
-method: protocolo a ser usado (http, ftp)
-progress: mostra o pacote a medida que vai baixando
-dist: a versão que deseja (warty, hoary, breezy, dapper… edgy)
-section: os repositórios que deseja
-arch: arquitetura dos pacotes
/home/ubtdvd/repositorio : destino dos pacotes (deve haver espaço suficiente, 12 GB para todos os repos.)

  • Separando para caber em DVD’s

Os pacotes obtidos com isso ficam todos juntos, se houvesse uma mídia com capacidade de 12GB (blue-ray… etc) poderia se gerar a imagem e gravar como está. Mas como a maioria de nós, meros mortais, ainda não dispõem de tal tecnologia, devemos separar os pacotes “to fit” em DVD’s respeitando a interdependência dos pacotes. Sorte que alguém muito inteligente já facilitou as coisas para nós e criou o debpartial:

$ debartial --nosource --dirprefix=ubuntu \
--section=main,restricted --dist=dapper \
--size=DVD /home/ubtdvd/repositorio \
/home/ubtdvd/ubuntu-dvd/main-restricted

$ sudo debartial --nosource --dirprefix=ubuntu \
--section=universe,multiverse --dist=dapper \
--size=DVD /home/ubtdvd/repositorio \
/home/ubtdvd/ubuntu-dvd/universe-multiverse

  • “Linkando” os pacotes:

Agora criaremos links simbólicos para os arquivos, de forma que ao gerar a imagem ele pegue os originais:

$ chmod +x debcopy
$ for part in /home/ubtdvd/ubuntu-dvd/main-restricted/*; do
$ ruby debcopy -l /home/ubtdvd/repositorio $part
$ mkisofs -f -J -r -o /home/ubtdvd/ubuntu-main-restricted.iso $part
$ done

$ for part in /home/ubtdvd/ubuntu-dvd/universe-multiverse/*; do
$ ruby debcopy -l /home/ubtdvd/repositorio $part
$ (( i++ ))
$ mkisofs -f -J -r -o /home/ubtdvd/ubuntu-universe-multiverse-$i.iso $part
$ done

  • Gravando os DVD’s:

Eu poderia explicar como fazer isso via linha de comando, mas já há muito material que ensina a fazer isso, então simplifique: “clique com o botão direito do mouse em cima da imagem e vá em ‘Gravar em CD/DVD…’”

  • Adicionando os DVD’s como repositórios

Se você baixou todos os repositorios, provavelmente não vai mais precisar dos externos, por tanto faça o seguinte para usar somente os novos:

$ mv /etc/apt/sources.list /etc/apt/sources.list_bkp
$ echo " " > /etc/apt/sources.list
$ apt-cdrom add

Nomeie o DVD de acordo com o repositório (ex.: main-restricted, universe-multiverse1, universe-multiverse2… etc). Faça este procedimento (apt-cdrom add) com todos os DVD’s.

  • Usando isso:

Depois de tanto trabalho (e paciência) você já pode usufruir de todos os benefícios de ter um repositório em DVD:

$ apt-get update
$ apt-get install sun-java5-jre vmware-player

E tudo que poderia instalar com os repositórios oficias do Ubuntu ;)